sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Representação democrática

É amplamente difundido que a democracia é o melhor sistema político que se conhece . Não o perfeito, mas o melhor - caramba, os EUA querem espalha-la pelo mundo. No entanto, a ideia do "um homem, um voto" ou "cada voto vale o mesmo"que suporta a teoria não passa de uma campanha de marketing que popularizou o sistema. E é absolutamente mentira. 

Tem sido noticiado que nas ultimas eleições americanas a candidata que perdeu as eleições teve mais 2 milhões de votos que o vencedor. Já há uns anos atrás, Bush também havia sido eleito com menos votos que o perdedor. E isso é possível nos EUA e, embora muito mais dificilmente também seria possível em Portugal (e não estou a falar da geringonça). Isto acontece porque o sistema implantado não é directo. Por exemplo em Portugal, o sistema directo é o que elege o Presidente da República. 

Quando é para eleger o governo, estamos a votar em Deputados que representam a vontade de um circulo eleitoral - uma região. O que leva a questionar como se calcula o número de deputados que cada circulo eleitoral tem direito a eleger, o que, no caso português só pode estar obsoleto porque em teoria tem a ver com a população de cada região, coisa que não tem sido actualizada se é que alguma vez já o foi. 

Chegados aqui, cada circulo eleitoral tendo direito a eleger um determinado número de deputados, essa selecção é feita utilizando o método de Hondt, que vai atribuindo a cada partido os deputados correspondentes. Vamos imaginar, num caso extremo, que um determinado circulo eleitoral tem direito a eleger apenas 1 deputado. Se o partido X tiver 5 milhões de votos e o partido Y tiver 4,9 milhões, o deputado eleito é o do partido X - e 4,9 milhões de votos iriam para o lixo. 

Para comparar o sistema português com o americano simplesmente, é imaginar que dentro de cada circulo eleitoral, não existe distribuição por método de Hondt. Por exemplo, a Guarda elege 4 deputados - se o PS tivesse 1000 votos, o PSD tivesse 999 o CDS tivesse 5, o BE 4 e a CDU 3, não existindo distribuição por método de Hondt os 4 deputados eleitos seriam todos do PS. Pelo método de Hondt iriam 2 para o PS e 2 para o PSD.

Podemos constatar assim que quando existem vários círculos eleitorais - regiões ou estados, uma distribuição pelo método de Hondt é, embora não fiel, uma representação mais aproximada da vontade dos eleitores. Eu não sei nem me apeteceu procurar porque é que os EUA têm esse sistema mas imagino que por se tratarem de Estados lhe dá uma maior legitimidade. 

A questão que se coloca na minha cabeça é, sendo Portugal do tamanho de um Estado Americano, qual a necessidade de estar repartido em vários círculos eleitorais em vez de ter uma lista única. O sistema Português está assente numa premissa que nunca existiu realmente, que é a tão famosa Regionalização. Não existindo Regionalização, não parece fazer sentido ter círculos eleitorais. Está visto que dividindo cada vez mais o país em vários círculos eleitorais, os pequenos partidos são eliminados mais facilmente, só elegendo deputados em círculos eleitorais com muitos deputados. Existindo lista única nacional, estes seriam os principais beneficiados. 

Talvez por isso as coisas na América se façam apenas com 2 partidos - porque não há espaço para os mais pequenos e há menos possibilidades para ajuntamentos pós eleições do tipo geringonça, já que essas alianças são feitas antes das eleições. 




sexta-feira, 28 de outubro de 2016

a peste grisalha, o crime e a indemnização

 PESTE GRISALHA

(Carta aberta a deputado do PSD)

Exmo. sr.

António Carlos Sousa Gomes da Silva Peixoto

Por tardio não peca.

Eu sou um trazedor da peste grisalha cuja endemia o seu partido se tem empenhado em expurgar, através do Ministério da Saúde e outros “valorosos” meios ao seu alcance, todavia algo tenho para lhe dizer.

A dimensão do nome que o titula como cidadão deve ser inversamente proporcional à inteligência – se ela existe – que o faz blaterar descarada e ostensivamente, composições sonoras que irritam os tímpanos do mais recatado português. (burro - sem inteligência)

Face às clavas da revolta que me flagelam, era motivo para isso, no entanto, vou fazer o possível para não atingir o cume da parvoíce que foi suplantado por si, como deputado do PSD e afecto à governação, sr. Carlos Peixoto, quando ao defecar que “a nossa pátria foi contaminada com a já conhecida peste grisalha”, se esqueceu do papel higiénico para limpar o estoma e de dois dedos de testa para aferir a sua inteligência. (parvo que fala merda)

A figura triste que fez, cuja imbecilidade latente o forçou à encenação de uma triste figura, certamente que para além de pouca educação e civismo que demonstrou, deve ter ciliciado bem as partes mais sensíveis de muitos portugueses, inclusivamente aqueles que deram origem à sua existência – se é que os conhece. Já me apraz pensar, caro sr., que também haja granjeado, porém à custa da peste grisalha, um oco canudo, segundo os cânones do método bolonhês. Só pode ter sido isso. (triste imbecil e mal educado)

Ainda estou para saber como é que um homolitus de tão refinado calibre conseguiu entrar no círculo governativo. Os “intelectuais” que o escolheram deviam andar atrapalhados no meio do deserto onde o sol torra, a sede aperta a miragem engana e até um dromedário parece gente. (dromedário)

É por isso que este país anda em crónica claudicação e por este andar, não tarda muito, ficará entrevado.

Sabe sr. Carlos Peixoto, quando uma pessoa que se preze está em posição cimeira, deve pensar, medir e pesar muito bem a massa específica das “sentenças”, ou dos grunhidos, – segundo a capacidade genética e intelectual de cada um – que vai bolçar cá para fora. É que, milhares pessoas de apurados sentidos não apreciam o cheiro pestilento do vomitado, como o sr. também sente um asco sem sentido e doentio, à peste grisalha. Pode estar errado, mas está no seu direito… ainda que torto. (porco - bolça grunhidos)

Pela parte que me toca, essa maleita não o deve molestar muito, porque já sou portador de uma tonsura bastante avantajada, no entanto, para que o sr. não venha a sofrer dessa moléstia, é meu desejo que não chegue a ser contaminado pelo vírus da peste grisalha e vá andando antes de atingir esse limite e ficar sujeito a ouvir bacoradas iguais ou de carácter mais acintoso do que aquelas que preteritamente narrou como um “grande”, porém falhado “artista”. (narra bacoradas)

E mais devo dizer-lhe: quando num cesto de maçãs uma está podre, essa deve ser banida, quando não, infecta as restantes; se isso não suceder, creio que o partido de que faz parte, o PSD, irá por certo sofrer graves consequências decorrentes da peste grisalha na época da colheita eleitoral. Pode contar comigo para a poda.(maçã podre)

Atentamente.

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 28/04/2013


Compreende-se que a linha que separa a liberdade de expressão do crime deve ser coisa difícil de definir de forma bem vincada. Já a que separa a estupidez da urbanidade é relativamente mais clara. Quando a defesa a uma opinião é feita atacando o sujeito que a produz em vez da opinião em si, foge-se dos limites da civilidade. Isto só para dizer que um gajo deve ter o direito a ser estúpido livremente.
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